Dezenove anos de aplausos…

 

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Meu querido, você certamente não se lembra de quando eu o ensinava a bater palminhas para o seu primeiro aniversário, não é?

Eu me lembro…

Também me lembro da sua primeira gargalhada, dos seus primeiros passos inseguros e cambaleantes, da primeira palavra que você pronunciou: bola – sim, você já foi louco por bola uma vez na vida. Cada novo aprendizado seu sempre foi uma conquista, Arthur. E cada conquista sempre veio acompanhada de muitos sorrisos, de muita emoção e de uma imensa dose de gratidão.

Não sei quantas vezes me deitei ao seu lado enquanto você dormia. Lembro-me de afagar os seus cabelos dourados e descer os dedos acariciando as suas sobrancelhas. Você adorava que eu fizesse isso também antes de dormir. Muitas vezes você suspirava, e a cada suspiro eu agradecia por você existir. Agradecer é, até hoje, a primeira coisa que faço toda vez que o vejo sorrindo.

Sabe? É difícil acreditar que você tenha entrado na minha vida só há dezenove anos. Revejo fotos e lembranças anteriores ao seu nascimento e tenho a nítida sensação de que você sempre esteve comigo, me aguardando em algum lugar. Quem sabe em sonhos ou expectativas. Ou quem sabe naquela ansiedade que antecede um encontro que a gente pressente que está para ocorrer. Só sei que, de alguma forma, eu sempre estive à sua espera.

Você finalmente chegou naquela segunda-feira, 14 de maio de 2001 e, de repente, todas as minhas prioridades de então se tornaram irrelevantes. Poucas horas depois e o meu conceito de amor havia se transformado, assim como os meus objetivos, meus sonhos, minhas metas. Meu mundo era outro, e era muito melhor.

E você cresceu tão rápido, meu filho…

A cada dia, era como se eu me deparasse com alguém diferente. Mais maduro, mais seguro, mais independente. Você superou seus medos, suas inseguranças, suas dúvidas e foi em busca dos seus próprios caminhos. Suas precoces noções de ética, de honestidade e de justiça sempre me impressionaram. Assim como a sua capacidade de se colocar no lugar do outro.

E eu agradecia…

Agradecia à Vida, à sua mãe que sempre conseguiu ler o seu coração como ninguém, aos seus avós com os quais você adquiriu o prazer de sorver sabedoria e doçura, aos seus amigos que desde cedo perceberam o quanto você é único e especial e, mais tarde, ao seu irmão, que tem em você não apenas um exemplo, mas seu maior ídolo.

Você cresceu tanto, meu amor, que o mundo se tornou pequeno. Você voou em busca do seu grande sonho e descobriu vários outros. A sua generosidade e a sua capacidade de fazer amigos lhe trouxeram novos irmãos para a vida. A sua alma iluminada o guiou à sua outra metade. E vocês juntos passaram a brilhar ainda mais intensamente.

E você só tem dezenove anos…

Este é o primeiro aniversário em que não estamos juntos para os nossos muitos beijos e abraços. Estaria mentindo se dissesse que eles não me fazem falta. Fazem sim. Fazem muita. Mas ver você feliz, realizado, querido e amado por tanta gente, talvez transforme este no mais especial dos seus aniversários até agora. Porque este aniversário é todo seu, meu amor. Ele é o resultado das suas escolhas, da sua força, da sua determinação, da sua corajosa decisão de alçar voo.

E o seu voo está apenas começando…

Parabéns, Arthur! Que Deus ilumine e abençoe sempre os seus caminhos. Que você continue voando cada vez mais alto, e que todos os seus sonhos se realizem. Não apenas por você, mas porque seus sonhos fazem um enorme bem ao mundo. Eu estou aqui, pertinho, mesmo de longe. Continuo com minha mão sempre entrelaçada à sua, mesmo à distância. E acabo de perceber que, ao longo dos últimos dezenove anos, foi você quem sempre me ensinou a bater palmas. Meus aplausos são pra você, meu filho!

Te amo, te amo, te amo!

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