Lula e seus reflexos…

O autoproclamado homem mais honesto do país pode até não ficar muito tempo na cadeia mas, em menos de uma semana, sua prisão já foi suficiente para confirmar expectativas e desmistificar previsões.

Desde a última sexta-feira, como se esperava, o Brasil vem testemunhando demonstrações de fanatismo explícito protagonizadas pelos seguidores do deus Lula. As vigílias em São Bernardo e em Curitiba, as lágrimas derramadas, os choros convulsivos, os escudos humanos que tentaram impedir sua entrega ao cárcere, os discursos inflamados de servos e adoradores, as ofertas de companhia e amparo nas frias masmorras do sul, os mantras repetidos palavra por palavra pelos seguidores de olhos vidrados e, hoje, a inclusão da alcunha “Lula” nos nomes de parlamentares e militantes. Os seis primeiros dias até aqui mostraram ao país que o conhecido estupor dos integrantes da seita realmente não conhece limites.

Por outro lado, onde está a convulsão social vaticinada pelos defensores do preso? Onde estão os corpos dos bravos oponentes abatidos previstos por Gleisi? Onde estão as cinzas de um Brasil incendiado profetizado por Lindberg? Onde está o povo que iria tomar as ruas de Curitiba para retirar seu mártir das garras golpistas da polícia? Onde estão os órgãos internacionais, os países irmãos, os exércitos bolivarianos que não permitiriam que tal atentado à democracia viesse a ocorrer?

A verdade é que o país, com todas as suas mazelas e dificuldades, segue seu rumo, independente da prisão de Lula. O adorado deus de muitos, o demônio personificado de outros tantos, na verdade não passa de mais um para a maioria. A cegueira imposta aos membros da seita é tão restritiva que eles não conseguem perceber o quão desamparados estão. Gritam, exigem, ameaçam, interrompem vias, invadem propriedades, tudo na desesperada tentativa de parecerem mais numerosos e bem mais corajosos. Pagam e transportam manifestantes a cada novo protesto, inflam balões vermelhos que ocupam espaços vazios, incendeiam pneus para que suas altas chamas disfarcem o pequeno número de responsáveis pelos atos. Não permitem, de forma alguma, que o nefasto templo de adoração que construíram seja implodido. Templo que já viu suas fileiras apinhadas de admiradores e hoje sofre com alas inteiramente vazias.

Por tudo isso, não me importa que a vigília lulista continue junto à sede da Polícia Federal em Curitiba, que se preservem os rituais lulitúrgicos em que o rebanho de lulacéfalos repete as palavras desconexas do grão-lulamestre de plantão, que os polulíticos mantenham seu ataque diário ao sistema judiciário do próprio país que pretendem governar, que os jornalulistas multipliquem suas mensagens de Whatsapp e os textos de seus lulogs antifascistas, que os lulartistas continuem compondo canções ou performando novas e inclusivas apresentações lulabstratas, que os pelulegos descarreguem seu estoque de pneus nas vias públicas e, principalmente, que o nome “Lula” passe mesmo a identificar cada um dos membros da seita. Aliás, quem sabe assim, nomes dados aos parcos bois – ou lulas – eles possam finalmente mensurar o número cada vez menor de companheiros ainda dispostos a restringirem voluntariamente a capacidade de seus cérebros!

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