Filme repetido…

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Salve, companheiro da estrela vermelha. Como vai?

Sim, eu sei, há muito não me dirijo a você. Sabe como é, né? Você deu uma sumida e a vida anda tão atribulada, tantos problemas, essa pandemia que só piora. O afastamento era inevitável, você há de convir. Sejamos francos, a verdade é que você perdeu protagonismo e nossa relação já estava pra lá de desgastada. Foi bom dar um tempo.

Não, não estou buscando nenhum tipo de aproximação, se bem que uma bandeira branca, sem nenhum detalhe de cor, cairia muito bem neste momento do país. Mas você nunca foi de dar o braço a torcer. Só queria lhe dizer que tenho pensado em você ultimamente. E não foi devido à libertação daquele criminoso que você chama de deus.

Pensei em você porque me lembrei de quando passou meses acampado ao lado da Polícia Federal em Curitiba. Me lembrei daquela vez que você participou de uma missa a céu aberto, para que os Ministros do Supremo soltassem o seu ídolo. Me lembrei daquelas aglomerações gigantescas de que você participava só pra conseguir chegar perto dele, como se buscasse a bênção de uma entidade. Coisa louca. Nunca entendi aquilo.

Não me esqueço daquela menina, como é o nome dela, gente? Aquela que é tão insuportável quanto a Bia Kicis. Isso, Gleisi Hoffmann. Pois é, lembra quando ela falava frases e você as repetia que nem um pateta? E os ataques aos repórteres de TV, o apelido de Globolixo que você deu para aquela emissora de televisão, a produção de falsos mártires de acordo com a sua conveniência?

Lembra de como você passava pano para qualquer denúncia de corrupção, qualquer crítica que faziam ao seu presidente? Lembra da turminha que era paga pra defender qualquer merda que ele fizesse? Você chamava aquilo de jornalismo imparcial. Eu ria.

Quando o Centrão tomou conta dos cargos e dos ministérios, você defendeu o que chamou de governabilidade, lembra? Lembra de como você afirmava que o Brasil vivia seu melhor momento? Que a culpa dos problemas era sempre do governo anterior, ou da oposição que não tinha aceitado a derrota, ou do judiciário que não deixava o presidente agir? Lembra?

Pois é, companheiro, quem diria que, poucos anos depois, tanta gente que o criticava estaria copiando cada movimento seu. Sim, concordo, o tempo é o senhor da razão, e o tempo aqui mostrou bem quem estava certo.

Você? Hahaha, não, companheiro. Você continua sendo o mesmo imbecil limitado de sempre. A diferença agora, caro petista, é que você tem companhia…

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