Impressões de Giverny…

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Deve haver alguma coisa de especial pelas bandas de Giverny. Ou será impressão minha?

Talvez algo mágico que faz com que as flores pareçam ter sido pintadas uma a uma. Não, não pode ser. Flores pintadas não exalam o impressionante perfume que se espalha pelo ar.

Decerto foram as telas que fizeram das flores suas prisioneiras mais cobiçadas. Que transformaram suas rebuscadas formas em impressões tão misteriosas. Que as converteram em sensações.

Se raptadas foram as flores dos canteiros, o que dizer do lago que abriga as ninféias? Mesmo inerte em seu cárcere em forma de pintura, tenho a nítida impressão de que ali posso saciar minha sede.

Assim como os frondosos chorões, tento me debruçar sobre as águas mas a bruma densa me passa a impressão de que o tempo parou. De que o tempo, assim como as flores, é prisioneiro das telas.

Não consigo afastar a impressão de que poderia realmente me banhar naquele lago, sentir o perfume daquelas flores, subir naquela ponte e, dali, contemplar o enevoado nascer do sol.

As impressões estão por toda parte e não consigo mais dissociá-las da realidade. Mas, afinal, o que é a realidade senão uma entre tantas impressões?

Finalmente, fecho meus olhos e mergulho. Melhor ainda, mergulhamos juntos em uma impressionante sensação de paz.

Tenho a impressão de que Monet também já a experimentou um dia…

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