Exemplos e exemplos…

Hoje, no dia em que o marqueteiro das campanhas do PT foi preso, acho oportuno publicar neste blog um texto que escrevi em outubro de 2014, logo após a reeleição da atual presidente. Reeleição que jamais teria ocorrido se não tivesse sido criado, pelo famoso “Feira”, o Brasil de conto de fadas que adornava os programas petistas (e ainda adorna, acreditem). Era o auge do sucesso e da competência do marketing do Sr. João Santana. Mas, pelo menos da minha parte, a admiração pelo seu trabalho nunca existiu…


Meu filho me perguntou hoje quais são as profissões mais lucrativas atualmente. Ele está naquela fase da vida em que as escolhas parecem ainda mais difíceis do que realmente são. Quando cada passo que se dá, é analisado mais sob a ótica imposta pela sociedade do que pela sua própria visão de mundo. Mesmo porque, aos treze anos de idade, a sua visão de mundo ainda se encontra longe de estar formada, embora esteja, para a minha satisfação, promissoramente encaminhada.

Imediatamente lhe disse que isso não era importante. Que o que importa é que ele venha a fazer o que gosta e realize o seu trabalho com amor e dedicação. Que, ao materializar de forma bem feita as suas próprias aptidões, ele encontrará certamente reconhecimento e realização pessoal. E que isso é essencial para que ele possa ser realmente feliz!

Pensei, então, em ilustrar minha retórica com exemplos próximos. Seu tio maestro foi, naturalmente, a escolha mais óbvia. Afinal, quantas orquestras existem hoje no Brasil? Qual é a chance real que um jovem tem de se destacar em um ramo com tão poucas oportunidades? Mas essa dúvida não o impediu de trilhar o seu caminho, pois o que ele sempre buscou foi o seu sonho, a sua realização pessoal, a sua vocação. E quando vocação, talento, dedicação, honestidade e comprometimento se juntam, não há como não se obter sucesso.

Meu filho pareceu ter ficado feliz com a resposta, embora eu também tenha lhe dito que são raras as vezes em que um jovem tem maturidade suficiente para reconhecer sua vocação tão cedo na vida. Mas que tudo viria a seu tempo, desde que ele fosse sempre fiel aos seus princípios!

Entretanto, quisesse eu, poderia ter lhe dado exemplos bem menos inspiradores. Pelo menos no Brasil de hoje, se existe uma atividade que realmente se destaca, essa atividade é o marketing. Não o marketing positivo, que tem por objetivo valorizar as qualidades reais daquilo que se anuncia. Mas o marketing que engana, que transforma, que deturpa. Que pode fazer uma mesma frase ser ouvida como solução ou como problema, dependendo de quem a diz. Que é capaz de transformar defesa em ataque agressivo, questionamento em ironia, proposta em atentado às conquistas obtidas. Que consegue transformar uma pessoa despreparada, inexpressiva e com seríssimas limitações intelectuais, em líder competente, atuante, interessada e de coração valente. Que consegue, por incrível que pareça, mesmo depois de desmascarada sua personagem, ainda fazer com que milhões de pessoas achem que o crime estava em quem a mostrou de verdade, e não no próprio ato de deturpação das suas reais características. Quanta competência, quanto preparo e quanto sucesso financeiro tem hoje esse profissional de marketing. Estamos hoje em suas mãos! Mesmo assim, jamais o usaria como exemplo pois, na minha opinião, lhe falta um atributo que eu considero fundamental para que meu filho seja realmente feliz na sua futura escolha de vida: a verdade!

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